Itajaí estuda implantação de sistema de identificação de vazamentos

O Município de Itajaí, juntamente com o Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa), avalia a contratação de tecnologia capaz de identificar possíveis vazamentos de água via satélite. A apresentação do serviço ocorreu nesta segunda-feira (13), no gabinete do prefeito. Com a tecnologia desenvolvida em Israel, Itajaí será a primeira cidade catarinense a identificar as falhas no sistema subterrâneo, poupar recursos hídricos e gerar economia aos cofres públicos. 


Itajaí tem 800 quilômetros de tubulação do sistema de água e a média de vazamentos é de cerca de 30%. Conforme cálculos do Semasa, o prejuízo mensal pode chegar a R$ 2 milhões. Caso a nova tecnologia seja implantada no município, o investimento será de R$ 320 mil ao ano. Hoje o Semasa não dispõe de nenhum serviço para identificar os vazamentos na rede.

“Estamos trabalhando para corrigir as perdas no nosso sistema de água. Com essa tecnologia será possível manter um mapeamento anual da rede e um trabalho contínuo de manutenção. Além da economia para os cofres públicos, estamos falando em economia dos recursos hídricos”, destaca o diretor geral da autarquia, Diego Antônio da Silva.

Para exemplificar, o método tradicional utilizado há mais de 70 anos para encontrar vazamentos, conhecidos como geofones, leva em torno de 80 dias para percorrer uma área de 400 quilômetros, com baixas chances de identificação de problemas. Já com a nova tecnologia será possível obter o mapeamento dos possíveis vazamentos em apenas 10 dias. O satélite capta as imagens da área desejada e indica o local exato onde há indícios de irregularidades. Desta forma, os técnicos do Semasa poderão providenciar o conserto e solucionar o problema.

A assertividade mínima do sistema via satélite é de 70%: a cada 10 pontos mapeados com problema, em pelo menos sete o vazamento é confirmado. O satélite capta as imagens solicitadas e detecta possíveis pontos de vazamento pela quantidade de solo úmido com presença de água tratada. A tecnologia foi inicialmente desenvolvida para identificar a existência de água subterrânea em outros planetas.

“O vazamento na rede é uma das principais perdas do município. Nosso sistema de tubulação já está obsoleto e encontra vários problemas. Precisamos identificar a origem dos problemas para corrigi-los”, avalia o prefeito de Itajaí, Volnei Marastoni.