Tentativas de fraudes faz Prefeitura suspender castrações em Camboriú

Uma lei de defesa animal está sendo elaborada pela equipe da Fundação do Meio Ambiente de Camboriú (Fucam) e pela Procuradoria Geral. A legislação visa estabelecer diretrizes de trabalhos permanentes e será encaminhada para a Câmara de Vereadores nos próximos dias.


“Precisamos definir uma política pública, que permaneça além de uma ação de governo. Hoje, se tratando da questão animal, temos que lidar com várias frentes. É necessário sensibilizar os moradores sobre cuidado responsável, quebrar paradigmas, fortalecer as feiras de adoção, entre outros assuntos”, compartilha a presidente da Fucam, Liara Rotta Padilha Schentinger.

Com a aprovação da lei, a Fucam irá retomar as castrações sociais ofertadas gratuitamente pelo Município. Isso porque, o serviço foi suspenso por tempo indeterminado após tentativas de fraudes. A equipe constatou, a partir de denúncias, que moradores retiravam senhas para castrar os animais e vendiam à terceiros.

“Com a lei em vigor, teremos um controle mais assertivo da distribuição de senhas. Isso denota responsabilidade com o dinheiro público e garante a adequação de todos às necessidades para castração dos cães e gatos”, compartilha o diretor de Educação Ambiental, Parques e Reservas do município, Rodrigo Snege.

Até a última semana, 1.394 animais foram castrados em Camboriú. “Levando em consideração que animais da espécie canina se reproduzem duas vezes ao ano e animais de espécie felina até quatro vezes, ambos gerando até cinco filhotes por cria, foram evitadas a reprodução de aproximadamente 20 mil animais para o próximo ano”, pontua Snege.

Veterinário itinerante
A Fundação iniciou, nos últimos dias, a fase de testes de um projeto de atendimento veterinário itinerante. Num móvel do município, o profissional repassará orientações gerais e realizará atendimentos clínicos de pequenas causas – nada cirúrgico. Segundo Liara, a iniciativa já foi aprovada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado. “Já passamos pelo bairro Santa Regina e pela Praça das Figueiras, no Centro. Vamos verificar a demanda e a recepção da comunidade, além de questões operacionais e de translado do trailer”, finaliza a presidente da Fucam.