Bolsonaro mantém, Haddad cresce e Ciro cai, mostra pesquisa

Pesquisa do FSB/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, dia 24, mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na liderança da disputa de voto para o primeiro turno e forte crescimento de Fernando Haddad (PT). O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 23 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 


No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro oscilou de 30% para 31%, de uma semana para outra, enquanto Fernando Haddad passou de 12% para 17% e se consolidou na segunda posição (duas semanas atrás, ele tinha apenas 3% das intenções de voto espontânea). 

Já Ciro Gomes (PDT) mostrou estabilidade, oscilando negativamente de 8% para 7%. Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou positivamente no limite da margem de erro de 2% para 4%, João Amoêdo (Novo) oscilou negativamente de 3% para 2%, mesmo percentual de Marina Silva (Rede), que manteve o percentual da última semana. 

A intenção de voto de Lula despencou de 6% para 2%, com o eleitorado identificando cada vez mais que Haddad é o nome para a disputa eleitoral do PT após a candidatura do ex-presidente ter sido barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Álvaro Dias (PODE) e Henrique Meirelles (MDB) se mantiveram com 1%, enquanto os demais não pontuaram. Não sabem ou não responderam oscilaram de 22% para 21%, não votariam em ninguém continuaram em 8%, enquanto brancos e nulos foram de 4% para 3% em uma semana.

Já na intenção de votos estimulada, Jair Bolsonaro se manteve em 33%, enquanto Haddad teve a alta mais expressiva ao passar de 16% para 23% em apenas uma semana, isolando-se no segundo lugar. Ciro Gomes, por sua vez, teve queda de quatro pontos, passando de 14% para 10% em uma semana e caiu para o terceiro lugar. 

Alckmin oscilou no limite da margem de erro e passou de 6% para 8%, voltando ao patamar de duas semanas atrás e empatado tecnicamente com Marina Silva, que seguiu com 5%. Amoêdo seguiu com 3% da semana anterior, enquanto Alvaro Dias manteve os 2%. Meirelles oscilou de 2% para 3% dos votos neste cenário, enquanto Cabo Daciolo (PATRI) deixou de pontuar. A porcentagem de quem não votaria em ninguém foi de 9% para 7%, branco/nulo somam 2%, enquanto não sabe/não responderam foi de 5% para 4%.

Pela segunda vez, o levantamento fez uma simulação de segundo turno (todas com Bolsonaro) e mostrou um cenário, ainda que tímido, de crescimento dos adversários do candidato do PSL. Bolsonaro, que antes vencia Haddad, Alckmin e Marina e empatava com Ciro, agora ganha apenas de Marina, empatando tecnicamente com os demais candidatos.

Quando o cenário é Bolsonaro contra Ciro, há um empate técnico, com 43% votando no candidato do PDT e 41% apoiando o candidato do PSL; na semana passada, ambos apareciam com 42%. 5% dizem votar branco/nulo, 9% em ninguém e 2% não sabem ou não responderam.

Entre Bolsonaro e Haddad, a situação passou a ser de empate técnico, no limite da margem de erro. 44% disseram votar no candidato do PSL e 40% apontaram votar no petista; semana passada, 46% disseram votar em Bolsonaro ante 38% que votariam no petista. Quando confrontado com Alckmin, Bolsonaro oscilou de 43% na semana passada para 41% dos votos, enquanto o tucano subiu de 36% para 40%, configurando mais uma situação de empate técnico. A maior diferença é contra Marina Silva: 46% do candidato do PSL ante 34% da candidata da Rede; na semana passada, ele possuía 48% ante 33% da ex-senadora.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-03861/2018.