PREFEITURA de bc

MELANOMA X MELASMA: MELASMA E CÂNCER DE PELE – MUITO DIFERENTES, MAS MUITO PARECIDOS

Aos ouvidos do leigo, o termo “melasma” a princípio pode até ser confundido com um tipo de câncer de pele, o “melanoma”. Mas são duas doenças completamente distintas, tanto na forma de manifestação, quanto nas consequências para o indivíduo.
Tanto o câncer de pele quanto o melasma podem ser desencadeados pelos mesmos fatores, como exposição excessiva ao sol, ao calor e a agentes químicos. Além disso, nos dois casos, a pré-disposição genética e a carga hereditária são aspectos que podem fazer a diferença entre desenvolver ou não essas doenças.

O câncer é uma mutação genética que leva à multiplicação descontrolada das células, que vão tomando o lugar de outros tecidos. No tipo mais agressivo (melanoma), as células podem se desprender, circular pelo organismo via corrente sanguínea ou sistema linfático e se fixar em outras partes do organismo, levando inclusive ao óbito, se não tratado a tempo. Já no caso do melasma, o que ocorre é uma disfunção dos melanócitos, células responsáveis pela melanina que protege a pele. Quando estas células produzem o pigmento em excesso, formam-se as manchas escuras que caracterizam o melasma. Mas ele sempre será benigno e sem maiores consequências, a não ser estéticas.
Melanoma é o câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.
O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas.
Como a pele - maior órgão do corpo humano - é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.
Estimativa de novos casos: 165.580, sendo 85.170 homens e 80.410 mulheres (2018 - INCA)
Prevenção
Os tumores de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, principalmente, à exposição aos raios ultravioletas do sol. Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não-melanoma.
Evite a exposição ao sol das 10h às 16h e utilize filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de roupas, chapéus, guarda-sol e óculos escuros.
Outros fatores de risco incluem indivíduos com cor de pele, olhos e cabelos claros; sensibilidade ao sol; sistema imune debilitado; história familiar de câncer de pele; exposição a radiação artificial.
Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.
Diferenças entre o melasma e o câncer de pele
O câncer de pele indica uma mutação genética que leva à multiplicação descontrolada de células cancerígenas do tecido. Em casos mais extremos (como o melanoma), essas estruturas passam a circular pela corrente sanguínea e podem se acumular em outros lugares do corpo.
No caso do melasma, ele indica uma disfunção das células responsáveis por produzir a melanina que protege a pele; o resultado são manchinhas principalmente na área do rosto, mas que não são magnas.
Na prática
Câncer de pele: geralmente, as feridas que se formam na pele sangram com bastante facilidade, não cicatrizam e aumentam de tamanho, além de provocar coceira, crostas e erosões.
Melasma: tendem a ser manchas mais escuras e simétricas que não coçam, nem apresentam lesões e podem variar de intensidade.