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Fevereiro Roxo pela Fibromialgia



Cerca de 4% de pessoas no mundo todo sofre com a Fibromialgia. A fim de criar uma conscientização sobre a gravidade do problema e incentivar o diagnóstico precoce, foi criada a campanha Fevereiro Roxo. Definida como uma doença reumática, a fibromialgia caracteriza-se por dor muscular generalizada e cansaço. De manhã, a pessoa que sofre da doença frequentemente se sente exausta e com os músculos doloridos ou com pontadas de dor. Contudo, essas dores tendem a melhorar no decorrer do dia. Os sintomas, por sua vez, podem ser constantes ou sumir durante meses seguidos, para depois voltarem a aparecer.
Sintomas mais comuns:
*Rigidez muscular crônica, principalmente de manhã.
*Qualidade de sono ruim.
*Cansaço crônico ou ocasional, mesmo depois de dormir bem.
*Depressão, frequentemente com ansiedade.
*Dores de cabeça.
*Dificuldades de memória, concentração e coordenação muscular.
Caso os exames de sangue e raios X não mostrem anormalidades, pode ser difícil diagnosticar a fibromialgia. Por isso, para diferenciar essa doença de outras que causam dores semelhantes, os médicos costumam comprimir áreas específicas do corpo. Durante esse teste, a pressão é tão dolorosa que a pessoa tende a esquivar-se ou gritar. O diagnóstico de fibromialgia é feito quando o cansaço e a dor muscular persistem por três meses e não são associados a outras causas. A sensibilidade extrema em 11 dos 18 pontos de hipersensibilidade também são fatores determinantes. Os pontos de hipersensibilidades são: na base do crânio e do pescoço, ombros, costelas, região superior do tórax (próximo às clavículas), cotovelos, joelhos, região lombar e nádegas.

Principais causas
A causa da fibromialgia é desconhecida. Atualmente, ela é atribuída aos baixos níveis de serotonina; pois antigamente era considerada de fundo psicológico. A serotonina é uma substância que transmite mensagens pelo cérebro e pelo sistema nervoso. Por isso, a falta dessa substância pode produzir diretamente dor muscular ou, mais provavelmente, interferir no sono, intensificando desse modo a dor.

Há quem sugira que pessoas que sofrem de fibromialgia tenham níveis extremamente altos da substância P. Ela é considerada um transmissor de mensagens de dor do corpo para o cérebro. Portanto, as pessoas que têm a doença podem simplesmente ser anormalmente sensíveis aos estímulos que desencadeiam a dor. Além disso, gripes muito fortes, lesões físicas como a “lesão do chicote”, debilidade do sistema imunológico ou estresse psicológico duradouros já foram associados à doença. A fibromialgia também parece estar diretamente vinculada à síndrome da fadiga crônica. Inclusive, as duas podem aparecer juntas.

Ao contrário do que possa parecer, exercícios físicos podem ajudar bastante. Quando combinados a técnicas de controle do estresse, 45 minutos de exercícios, 3 a 5 vezes por semana, aliviam a dor e o cansaço. Porém, se você não está fazendo exercícios suficientes, comece devagar, até atingir sessões de 45 minutos.

Portanto, não deixe de procurar um médico ao identificar um ou mais sintomas apresentados e antes de tomar qualquer suplemento. A orientação médica é sempre o caminho mais eficaz para o tratamento de qualquer doença.


Fonte: Seleções